Cultura

m|i|mo alia-se à Cinemateca para renovar a exposição permanente

Parceria estratégica chega no ano do 30.º aniversário do museu e traz a estreia mundial de uma nova partitura para o clássico Cláudia (1923).

Eder Barros Eder Barros
07 de Julho de 2026 19:39 4 min de leitura
m|i|mo alia-se à Cinemateca para renovar a exposição permanente
Foto: Ricardo Graça

Há nova energia no m|i|mo – museu da imagem em movimento. A Cinemateca Portuguesa assinou um protocolo com o Município de Leiria para participar na concepção da sua próxima exposição permanente, colocando sobre a mesa curadoria científica nas áreas do pré-cinema e do cinema. O objetivo é claro: construir um discurso museológico renovado, mais inclusivo, acessível e interativo, conciliando inovação expositiva com rigor histórico e científico.

30 anos, uma parceria e uma estreia mundial

A parceria surge no ano em que o m|i|mo celebra 30 anos, data que se assinala a 8 de dezembro. Nesse mesmo dia, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, terá lugar a estreia mundial da partitura original composta pelo quarteto de cordas Mudo Ma Non Troppo para o filme Cláudia (1923), realizado por Georges Pallu e produzido pela histórica Invicta Film.

O espetáculo vai assinalar também os 30 anos do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM). Depois da estreia, a nova composição musical passará a integrar a edição em DVD do filme, a publicar pela Cinemateca Portuguesa.

Curadoria científica e visão integrada

Instalada em Lisboa, a Cinemateca Portuguesa – organismo público de referência – trará ao projeto a sua experiência curatorial nas áreas nucleares do museu. Segundo a Câmara de Leiria, o plano curatorial permitirá desenvolver um novo discurso expositivo e tornar a visita mais cativante, sem abdicar do rigor. Em nota divulgada, o Município sublinha que a colaboração com a Cinemateca “reforça o papel do mi|mo como uma referência nacional na preservação, estudo e valorização do património cinematográfico”.

Os protocolos assinados a 30 de junho, acrescenta a autarquia, “refletem uma visão integrada para o futuro do m|i|mo, reforçando a sua dimensão científica, museológica e cultural”.

Foto: Ricardo Graça

Reabertura após a depressão Kristin e novidades em exibição

O m|i|mo reabriu portas a 6 de junho, após mais de quatro meses de encerramento devido aos danos provocados pela passagem da depressão Kristin. No regresso ao contacto com o público, chegaram duas novidades que já estão a dar que falar: a área Estúdio Fabião – uma memória coletiva, que evoca a atividade da família Fabião na fotografia em Leiria; e um núcleo expositivo dedicado à técnica de animação stop motion, com adereços e cenários do filme Forbidden Room – O Quarto Proibido (2014), da autoria dos leirienses Emanuel Nevado e Ricardo Almeida.

Sobre o m|i|mo

Inaugurado em 1996, o m|i|mo dedica-se à preservação, estudo e divulgação da história da imagem, reunindo um acervo significativo nas áreas da fotografia, do pré-cinema e do cinema. Com a renovação da exposição permanente e a colaboração da Cinemateca, abre-se um novo capítulo para o museu, alinhado com as melhores práticas de acessibilidade, mediação e inovação expositiva.

Informações úteis

  • Parceria: Cinemateca Portuguesa (curadoria científica em pré-cinema e cinema) e Município de Leiria.
  • Efeméride: 30 anos do m|i|mo assinalados a 8 de dezembro.
  • Estreia mundial: partitura original do quarteto Mudo Ma Non Troppo para o filme Cláudia (1923), de Georges Pallu; produção Invicta Film.
  • Local do espetáculo: Teatro José Lúcio da Silva, Leiria.
  • Reabertura do m|i|mo: 6 de junho, após encerramento motivado pela depressão Kristin (mais de quatro meses).
  • Novidades em exposição: Estúdio Fabião – uma memória coletiva; núcleo de stop motion com materiais de Forbidden Room – O Quarto Proibido (2014), de Emanuel Nevado e Ricardo Almeida.
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